por Eduardo Alves
Nativos de Pracuúba, no Amapá, foram surpreendidos nesta terça-feira pelo que pode ser o maior evento sísmico do hemisfério sul dos últimos 40 anos. O monte Itaorna voltou a mostrar sinais de vida após mais de 3 séculos de aparente inatividade.
Segundo o professor Alexandre Malvino, doutor em ciências geológicas pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas), a última atividade registrada havia ocorrido em 1685, época em que os holandeses estavam povoando a região. "Foi a erupção que os fez abandonarem a rica floresta e estabelecer a colônia no Nordeste", complementa o professor.
A governo do Amapá ainda não se pronunciou sobre planos de evacuação da área. Pedro Goldoni, prefeito de Serra do Navio (22km de Pracuúba), não tem dúvidas do que deve ser feito. Segundo ele, "o governador está esperando começar a morrer gente para fazer alguma coisa. Só que na hora em que o Itaorna explodir, já não vai dar tempo de fazer nada".
Porém, o professor Malvino diz que não há perigo. "Uma atividade sísmica é bem diferente de uma erupção. É comum acontecer tremores depois de muito tempo de inatividade. Algumas bolhas de pressão se formam no magma, e quando elas se desformam, a superfície sente o tremor."
Os moradores da região estão muito assustados, mesmo com a declaração do doutor em geologia. Nossa equipe procurou a assessoria do governador, que não respondeu.
terça-feira, 10 de junho de 2008
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4 comentários:
Gente que horror!
alguém faz alguma coisa pra tirar os moradores de lá!!
Nem em ano eleitoral os caras não se preocupam mais com a população... VERGONHA!
Mas se o professor disse que não tem nada a ver, não tem porque tirar eles de lá! Vocês acham o medo do povo mais confiável que a ciência? Por isso esse país não vai pra frente...
eu não confiaria em alguém formado pela UFAM
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