terça-feira, 10 de junho de 2008

Vulcão volta à atividade após 323 anos

por Eduardo Alves

Nativos de Pracuúba, no Amapá, foram surpreendidos nesta terça-feira pelo que pode ser o maior evento sísmico do hemisfério sul dos últimos 40 anos. O monte Itaorna voltou a mostrar sinais de vida após mais de 3 séculos de aparente inatividade.

Segundo o professor Alexandre Malvino, doutor em ciências geológicas pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas), a última atividade registrada havia ocorrido em 1685, época em que os holandeses estavam povoando a região. "Foi a erupção que os fez abandonarem a rica floresta e estabelecer a colônia no Nordeste", complementa o professor.

A governo do Amapá ainda não se pronunciou sobre planos de evacuação da área. Pedro Goldoni, prefeito de Serra do Navio (22km de Pracuúba), não tem dúvidas do que deve ser feito. Segundo ele, "o governador está esperando começar a morrer gente para fazer alguma coisa. Só que na hora em que o Itaorna explodir, já não vai dar tempo de fazer nada".

Porém, o professor Malvino diz que não há perigo. "Uma atividade sísmica é bem diferente de uma erupção. É comum acontecer tremores depois de muito tempo de inatividade. Algumas bolhas de pressão se formam no magma, e quando elas se desformam, a superfície sente o tremor."

Os moradores da região estão muito assustados, mesmo com a declaração do doutor em geologia. Nossa equipe procurou a assessoria do governador, que não respondeu.

Alunos periodizados são decompostos em séries de Fourier na França

(Reuters, 11/06/08)

35 alunos do curso do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universitè Paris, na capital francesa, foram ontem vítimas de um golpe que tem assombrado a comunidade acadêmica européia. Atraídos pelas vantagens oferecidas por uma suposta ONG que distribuiria tentadoras bolsas de pesquisa a alunos de ciências exatas e tecnológicas periodizados nos seus cursos, os estudantes esforçaram-se em corrigir o histórico acadêmico almejando a suada periodização. Porém, assim que ficaram periodizados, 35 dos 47 alunos inscritos no programa foram inocentemente submetidos a um processo de decomposição em séries de Fourier pela organização. O professor Jean Luprevoix, titular da cadeira de Processamento de Sinais na Universidade e suspeito de ter sido o canal de entrada dos criminosos no campus, foi intimado a prestar depoimento e encontra-se foragido.

O Dr. Pedro Miguel Abatti, especialista em patologias acadêmicas, comentou a gravidade do crime cometido pela organização criminosa: "A decomposição em séries de Fourier é um processo simples e muito útil em vários campos da matemática, física e engenharia. Porém, jamais devemos submeter seres humanos ao processo". O médico explicou, em entrevista coletiva, que as limitações físicas dos aparelhos hospitalares que temos atualmente não permitiram uma recomposição perfeita dos estudantes, já que tal processo pressupõe o processamento de frequências infinitas, o que, segundo o Prof. Marcos Olandoski na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, só os israelenses são capazes de fazer. Entre os danos consequentes da perda das frequências de ordem elevada podem estar amnésia recente, falta de apetite e sinuosidades na face e outras regiões do corpo.

Descoberta pólvora solar

Estudo causa polêmica até sobre origem do universo

Um artigo publicado esta semana pelo professor Edward Delizere, da Universidade de Princeton nos EUA, causou tumulto na comunidade científica internacional ao sugerir que o sol não é composto por hélio, mas por pólvora. O estudo, que levou 22 anos para ser concluído, sugere de maneira clara e convicta que a pólvora seja o combustível que mantém as explosões solares. “Começamos a desconfiar quando observamos radiações do comprimento de onda das liberadas pelo enxofre [abundante na pólvora] emitidas pelo sol. No começo achamos a idéia absurda, custamos a acreditar, mas hoje estamos certos de que o sol é feito de pólvora”, explica o professor Delizere, radiante com a repercussão do estudo. “Os impactos desta descoberta transcendem o campo de estudo até mesmo da astronomia. Estamos ponderando quanto nossa descoberta pode influenciar na estimativa que se faz sobre a idade do universo, mas já adianto que muitas novidades ainda estão por vir este ano”, complementa um de seus alunos.

O elemento Hélio, do qual acredita-se atualmente que o sol seja composto, tem seu nome derivado do grego helios, ou seja, Sol, e foi assim batizado quando da descoberta que o sol é (?) composto por este elemento. Curiosamente, quando essa descoberta foi feita, em 1912, a idéia também custou a ser aceita pela comunidade científica.