terça-feira, 28 de outubro de 2008

"Reciclagem" de alimentos sugere novo paradigma de consumo

"Magra de ruim!!" Quem nunca ouviu esse ou outro entre tantos comentários criativos sobre pessoas que não dispensam uma boa mesa, muito açúcar e lipídios e mesmo assim continuam esbeltas?

O que se sabe já há algum tempo é que a tendência em assimilar a energia dos alimentos (e armazená-la na forma de gordura) é majoritariamente genética, o que significa que a necessidade ou não de cuidados com o peso vem do berço. Mas uma pergunta que ainda não tinha sido feita chamou a atenção dos nutricionistas e geneticistas essa semana: se a pessoa não absorve boa parte da energia dos alimentos, para onde vai essa energia? A resposta é simples e talvez até óbvia: para as fezes. No entanto, o que causou mesmo polêmica foi a segunda pergunta: como reaproveitar essa energia? Ou, mais adiante: poderá estar aí a solução do problema da desnutrição?

É isso mesmo: a idéia dos professores e pesquisadores Alexandre Vieira Santos e Carlos Augusto Filipini, ambos da Universidade de Brasília, é a criação de uma barra energética a partir das fezes de pessoas com baixo IAE (índice de aproveitamento energético, um valor que reflete quanta energia a pessoa absorve dos alimentos). A idéia, é claro, esbarra num problema publicitário e mercadológico, já que provavelmente nenhuma indústria alimentícia estará disposta a lançar um produto a base de fezes humanas. Os professores esperam, no entanto, qua alguma ONG abrace a idéia e produza as barras energéticas no esforçp de combater a desnutrição, sem qualquer fim lucrativo. Na próxima sexta-feira haverá uma reunião com duas das principais ONG's do ramo atuantes no Brasil, a Brasil Nutrido e a norte-americana Feed for Life, esta última famosa por embarcar em projetos inusitados como o reaproveitamento de cobaias de laboratório no combate à fome.

Os professores têm recebido e-mails de sociólogos, padres e profissionais de diversas áreas criticando a solução e acusando-a de ser humilhante e até mesmo nojenta. Seguros de seu propósito, os professores respondem: "Talvez os críticos tenham mesmo razão, mas o que fazemos é lançar idéias para serem ou não aproveitadas. Estamos convictos que é dessa forma que as boas soluções aparecem".

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Inventor Cria Moto-Contínuo

O inventor João Taborda, conhecido como "Seu Taborda", morador do município de Campo Magro-PR, anunciou nesta segunda-feira ter criado um moto-contínuo ou máquina de movimento perpétuo. Segundo "Seu Taborda" a máquina carinhosamente apelidada de "Juliana" (estamos no mês de Julho) viola as leis da física. O princípio de funcionamento da "Juliana" é simples, consiste em uma roda d'água que bombeia água para uma cisterna, esta despeja a água novamente na roda d'agua, o processo ocorre por tempo indeterminado. Preso à roda existe um gerador eléctrico. "A Juliana é perfeita, eu levei 36 anos para projectá-la e construí-la", diz "Seu Taborda". O Dr. Osvaldo Oliveira, professor de Física da Universidade Federal do Paraná, analisou o equipamento em funcionamento e afirma que é um legítimo moto-contínuo. Diz ainda que o Inventor Taborda quebrou muitos paradigmas da Física, principalmente na área da termodinâmica, sendo esta talvez a solução para a crise de energia do país. "Seu Taborda" diz que pretende vender a invenção para alguma companhia de energia nacional, semana que vem, haverá uma reunião com accionistas e engenheiros da Petrobrás para ver a viabilidade da implantação da "Juliana" em escala maior e em território nacional.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Estudante é expulso após defecar sobre prova

João Rosa Santos, aluno do quarto ano do curso de Química da Universidade Federal do Paraná, sofreu ontem o desligamento obrigatório do curso. João respondia um processo de sindicância por ter defecado sobre uma folha de prova durante a avaliação final da disciplina Cálculo Diferencial e Integral II, em dezembro do ano passado. Amigos do estudante relataram que ele havia prometido evacuar sobre a prova como forma de protesto, caso esta estivesse muito difícil. João cursava a disciplina pela quarta vez e vinha há tempo tendo problemas pessoais com o professor. O aluno, que já havia tido duas suspensões ao longo do curso, recusou-se a dar entrevista.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Vulcão volta à atividade após 323 anos

por Eduardo Alves

Nativos de Pracuúba, no Amapá, foram surpreendidos nesta terça-feira pelo que pode ser o maior evento sísmico do hemisfério sul dos últimos 40 anos. O monte Itaorna voltou a mostrar sinais de vida após mais de 3 séculos de aparente inatividade.

Segundo o professor Alexandre Malvino, doutor em ciências geológicas pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas), a última atividade registrada havia ocorrido em 1685, época em que os holandeses estavam povoando a região. "Foi a erupção que os fez abandonarem a rica floresta e estabelecer a colônia no Nordeste", complementa o professor.

A governo do Amapá ainda não se pronunciou sobre planos de evacuação da área. Pedro Goldoni, prefeito de Serra do Navio (22km de Pracuúba), não tem dúvidas do que deve ser feito. Segundo ele, "o governador está esperando começar a morrer gente para fazer alguma coisa. Só que na hora em que o Itaorna explodir, já não vai dar tempo de fazer nada".

Porém, o professor Malvino diz que não há perigo. "Uma atividade sísmica é bem diferente de uma erupção. É comum acontecer tremores depois de muito tempo de inatividade. Algumas bolhas de pressão se formam no magma, e quando elas se desformam, a superfície sente o tremor."

Os moradores da região estão muito assustados, mesmo com a declaração do doutor em geologia. Nossa equipe procurou a assessoria do governador, que não respondeu.

Alunos periodizados são decompostos em séries de Fourier na França

(Reuters, 11/06/08)

35 alunos do curso do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universitè Paris, na capital francesa, foram ontem vítimas de um golpe que tem assombrado a comunidade acadêmica européia. Atraídos pelas vantagens oferecidas por uma suposta ONG que distribuiria tentadoras bolsas de pesquisa a alunos de ciências exatas e tecnológicas periodizados nos seus cursos, os estudantes esforçaram-se em corrigir o histórico acadêmico almejando a suada periodização. Porém, assim que ficaram periodizados, 35 dos 47 alunos inscritos no programa foram inocentemente submetidos a um processo de decomposição em séries de Fourier pela organização. O professor Jean Luprevoix, titular da cadeira de Processamento de Sinais na Universidade e suspeito de ter sido o canal de entrada dos criminosos no campus, foi intimado a prestar depoimento e encontra-se foragido.

O Dr. Pedro Miguel Abatti, especialista em patologias acadêmicas, comentou a gravidade do crime cometido pela organização criminosa: "A decomposição em séries de Fourier é um processo simples e muito útil em vários campos da matemática, física e engenharia. Porém, jamais devemos submeter seres humanos ao processo". O médico explicou, em entrevista coletiva, que as limitações físicas dos aparelhos hospitalares que temos atualmente não permitiram uma recomposição perfeita dos estudantes, já que tal processo pressupõe o processamento de frequências infinitas, o que, segundo o Prof. Marcos Olandoski na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, só os israelenses são capazes de fazer. Entre os danos consequentes da perda das frequências de ordem elevada podem estar amnésia recente, falta de apetite e sinuosidades na face e outras regiões do corpo.

Descoberta pólvora solar

Estudo causa polêmica até sobre origem do universo

Um artigo publicado esta semana pelo professor Edward Delizere, da Universidade de Princeton nos EUA, causou tumulto na comunidade científica internacional ao sugerir que o sol não é composto por hélio, mas por pólvora. O estudo, que levou 22 anos para ser concluído, sugere de maneira clara e convicta que a pólvora seja o combustível que mantém as explosões solares. “Começamos a desconfiar quando observamos radiações do comprimento de onda das liberadas pelo enxofre [abundante na pólvora] emitidas pelo sol. No começo achamos a idéia absurda, custamos a acreditar, mas hoje estamos certos de que o sol é feito de pólvora”, explica o professor Delizere, radiante com a repercussão do estudo. “Os impactos desta descoberta transcendem o campo de estudo até mesmo da astronomia. Estamos ponderando quanto nossa descoberta pode influenciar na estimativa que se faz sobre a idade do universo, mas já adianto que muitas novidades ainda estão por vir este ano”, complementa um de seus alunos.

O elemento Hélio, do qual acredita-se atualmente que o sol seja composto, tem seu nome derivado do grego helios, ou seja, Sol, e foi assim batizado quando da descoberta que o sol é (?) composto por este elemento. Curiosamente, quando essa descoberta foi feita, em 1912, a idéia também custou a ser aceita pela comunidade científica.