Ficção científica? Sonho distante? Essas são geralmente as respostas de cientistas e estudiosos quando perguntados sobre o famoso teletransporte. Porém, uma equipe da Universidade de Montreal divulgou ontem os resultados do primeiro teste conhecido com corpos maiores que um átomo, deixando a comunidade científica incrédula e em polvorosa.
De acordo com o relatório, foi teletransportada uma minúscula barra de lítio de 0.01mm de comprimento, a uma distância de 1 metro.
Apesar de parecer pouco, o feito é notável por ter superado a maior dificuldade do teletransporte: a remontagem da estrutura atômica do objeto. Cientistas (e escritores de ficção) tem quebrado a cabeça nas últimas décadas tentando figurar alguma forma, ainda que teórica, de realizar esta remontagem.
"Imagine que para transportar um objeto, tenhamos que primeiro quebrá-lo em minúsculas peças de quebra-cabeça", diz o coordenador da equipe, Dr. Karl Renaux. "Mas as peças podem se encaixar de qualquer forma, e não há como saber se elas estão na ordem certa ou não, além de todas serem iguais. Parece um trabalho impossível".
Segundo a diretoria de Transferência Tecnológica da universidade, os cientistas estão proibidos de dar maiores detalhes de como fizeram isso, pois o potencial da tecnologia é tão revolucionário que pode gerar recursos virtualmente ilimitados para a universidade, se patenteada e comercializada.
Especialistas prevêem que ela estará disponível comercialmente em torno de 2050, embora apenas para transporte de objetos inanimados. Segundo o Dr. Renaux, "o transporte não é rápido como nos filmes. Montar um ser vivo aos poucos seria fatal, ainda estamos muito longe de conseguir algo assim".
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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