O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje a criação de um programa de cooperação entre as agências espaciais brasileira e venezuelana. A cooperação permitirá a sonhada criação do MoLLA, ou Módulo Lunar Latino-Americano. A previsão é de que uma missão tripulada ocorra já em 2013, levando uma força-tarefa conjunta de cientistas e astronautas da América Latina.
"Essa é a oportunidade que nós povos latinos sempre sonhamos em ter", diz o ministro da Defesa venezuelano, Gen. Ramón Carrizales. "Com esse módulo, mais a tecnologia brasileira de foguetes já existente e a excepcional localização da base de Alcântara, colocaremos a América Latina a frente do mundo nas pesquisas espaciais".
Ainda não está claro se o módulo permitirá uma longa estadia na Lua, ou se será uma base permanente com missões regulares de reabastecimento. A idéia de um laboratório fixo no satélite divide a opinião dos especialistas. Enquanto a possibilidade de descobertas é fantástica, há de se levar em conta a segurança e o psicológico dos cientistas.
"Morar no espaço por muito tempo é terrível para a saúde física e mental", diz Angus Waterbridge, astronauta americano que morou 6 meses na ISS (Estação Espacial Internacional). "Seu corpo perde muito cálcio, os ossos ficam fracos, a comida é horrível, e o espaço pequeno compartilhado em várias pessoas potencializa os atritos já naturais em qualquer ambiente". Mas há um porém: "se houver um rodízio de tripulantes, talvez uma base permanente seja possível sem uma rebelião", completa com bom humor o major aposentado.
No seu último pronunciamento, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que "já estava na hora do povo ter o seu lugar na exploração espacial, cujos resultados até hoje só beneficiaram os países ricos do Hemisfério Norte". Mais comedido, Nelson Jobim diz que o avanço será marcante para a história não só do continente, mas do mundo.
Os detalhes do desenvolvimento ainda não foram acertados, mas o mais provável é que quase todo o esforço fique concentrado nos laboratórios do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos. Algumas partes, porém, como o sistema de filtragem de ar e reciclagem de dejetos, serão feitas na Universidade de Caracas. Os experimentos a serem realizados na Lua ainda não foram definidos, mas o entendimento é que todos os países latinos que desejarem poderão enviar ao menos um cientista e equipamentos.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Cientistas prometem teletransporte até 2050
Ficção científica? Sonho distante? Essas são geralmente as respostas de cientistas e estudiosos quando perguntados sobre o famoso teletransporte. Porém, uma equipe da Universidade de Montreal divulgou ontem os resultados do primeiro teste conhecido com corpos maiores que um átomo, deixando a comunidade científica incrédula e em polvorosa.
De acordo com o relatório, foi teletransportada uma minúscula barra de lítio de 0.01mm de comprimento, a uma distância de 1 metro.
Apesar de parecer pouco, o feito é notável por ter superado a maior dificuldade do teletransporte: a remontagem da estrutura atômica do objeto. Cientistas (e escritores de ficção) tem quebrado a cabeça nas últimas décadas tentando figurar alguma forma, ainda que teórica, de realizar esta remontagem.
"Imagine que para transportar um objeto, tenhamos que primeiro quebrá-lo em minúsculas peças de quebra-cabeça", diz o coordenador da equipe, Dr. Karl Renaux. "Mas as peças podem se encaixar de qualquer forma, e não há como saber se elas estão na ordem certa ou não, além de todas serem iguais. Parece um trabalho impossível".
Segundo a diretoria de Transferência Tecnológica da universidade, os cientistas estão proibidos de dar maiores detalhes de como fizeram isso, pois o potencial da tecnologia é tão revolucionário que pode gerar recursos virtualmente ilimitados para a universidade, se patenteada e comercializada.
Especialistas prevêem que ela estará disponível comercialmente em torno de 2050, embora apenas para transporte de objetos inanimados. Segundo o Dr. Renaux, "o transporte não é rápido como nos filmes. Montar um ser vivo aos poucos seria fatal, ainda estamos muito longe de conseguir algo assim".
De acordo com o relatório, foi teletransportada uma minúscula barra de lítio de 0.01mm de comprimento, a uma distância de 1 metro.
Apesar de parecer pouco, o feito é notável por ter superado a maior dificuldade do teletransporte: a remontagem da estrutura atômica do objeto. Cientistas (e escritores de ficção) tem quebrado a cabeça nas últimas décadas tentando figurar alguma forma, ainda que teórica, de realizar esta remontagem.
"Imagine que para transportar um objeto, tenhamos que primeiro quebrá-lo em minúsculas peças de quebra-cabeça", diz o coordenador da equipe, Dr. Karl Renaux. "Mas as peças podem se encaixar de qualquer forma, e não há como saber se elas estão na ordem certa ou não, além de todas serem iguais. Parece um trabalho impossível".
Segundo a diretoria de Transferência Tecnológica da universidade, os cientistas estão proibidos de dar maiores detalhes de como fizeram isso, pois o potencial da tecnologia é tão revolucionário que pode gerar recursos virtualmente ilimitados para a universidade, se patenteada e comercializada.
Especialistas prevêem que ela estará disponível comercialmente em torno de 2050, embora apenas para transporte de objetos inanimados. Segundo o Dr. Renaux, "o transporte não é rápido como nos filmes. Montar um ser vivo aos poucos seria fatal, ainda estamos muito longe de conseguir algo assim".
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